Um novo modelo de franquia irá ajudar refugiados instalados no Brasil

Uma empresa especializada em grãos glaceados e torrados, a Nutty Bavarian, fechou uma parceria com a Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado – com o objetivo de proporcionar uma oportunidade profissional focada aos refugiados que estão vivendo no Brasil. Esta ideia serve de modelo e inspiração para as “franquias solidárias”, que busca ajudar principalmente esses refugiados, que na grande maioria das vezes, acabam ficando de fora das oportunidades do mercado de trabalho.

“O projeto com a Nutty Bavarian vai ao encontro da missão do Adus, que é a de promover a reintegração das pessoas em situação de refúgio no nosso país. Estamos muito felizes com a parceria”, explica o diretor geral do Adus, Marcelo Haydu, que fala sobre a franquia com muito orgulho pelo serviço prestado ao desenvolvimento econômico e social.

Segundo Adriana Auriemo, diretora da Nutty Bavarian, o objetivo é conseguir que os refugiados possam fazer parte dos franqueados da empresa, exercendo diversas operações que irão expandir cada vez mais a empresa, sendo uma delas os operadores de quiosques. A diretora também aponta para o modelo que será utilizado, e substituirá a taxa de franquia, sendo este valor já incluso no quiosque e nas ferramentas utilizadas na preparação do produto. Também serão instituídos preços mais baixos para atender o fornecimento de matéria prima para os franqueados refugiados, possibilitando assim um maior grau de produtividade e maiores oportunidade de firmarem o negócio a médio e longo prazo.

“É uma oportunidade deles começarem algo com suporte e acompanhamento, o que é um benefício enorme para quem vem de outro país, sem falar direito a língua, sem conhecer as regras do Brasil, sem o network tão necessário pra se ter um negócio próprio”, explica a diretora.

De acordo com a ONU – Organização das Nações Unidas -, em 2016 foram 65,6 milhões de pessoas que tiveram que deixar seus países de origem devido a conflitos, política, fome, falta de infraestrutura, entre outros motivos. O Brasil abriu as portas para a entrada de 9.552 imigrantes de acordo com os últimos dados, sendo eles de 82 nações diferentes espalhados por todo o país.