Ricardo Tosto informa sobre o possível aumento dos investimentos estrangeiros na aviação

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Em tempos de crise, as viagens costumam ficar relegadas a segundo plano como estratégia para se evitar que o dinheiro escoe e falte paras as despesas necessárias. Além disso, outros acontecimentos podem fazer com que o brasileiro viaje menos, sobretudo aqueles de natureza financeira. Ricardo Tosto, advogado e empresário que fundou o escritório Leite, Tosto e Barros, ressalta que as oscilações do dólar também podem inibir o ensejo das pessoas para gastos com turismo, uma vez que a valorização da moeda pode encarecer muito o orçamento de cada uma.

Para que o turismo seja estimulado e retome seu nível de crescimento no país, algumas medidas podem ser adotadas, já que a preocupação com o setor costuma ser recorrente devido sua representatividade para a economia. Os investimentos, conforme reporta Ricardo Tosto, são algumas das atitudes que os governantes costumam estimular a fim de aquecerem o setor. Embora o Brasil já conte com um percentual de investidores internacionais, discussões sobre uma maior abertura para o capital estrangeiro têm ocorrido com maior frequência, destaca o advogado.

Ricardo Tosto informa que no país, cerca de 20% do total de investimentos na área de aviação já são representados por empresas estrangeiras. Autoridades esperam que esse percentual seja aumentado para 49% para as próximas transações do segmento. Com essa maior participação dessas instituições, além de suscitar o crescimento dos serviços prestados por empresas de aviação nacionais, o estímulo à vinda desse tipo de capital poderá trazer melhorias para diversos outros segmentos, destaca o representante da Leite, Tosto e Barros, com base no que esperam os especialistas do setor.

Dyogo Oliveira, ministro da pasta da Fazenda em 2016, disse em entrevista à Folha de São Paulo no mesmo ano, que os investimentos estrangeiros em maior volume trariam grandes vantagens ao setor da aviação. Isso segundo a autoridade, só seria possível através de ações que fomentassem a entrada dessa modalidade de capital de maneira expressiva. Dessa forma, caso a iniciativa do governo gerasse os resultados esperados, a aviação nacional se tornaria ainda mais competitiva em suas atividades prestadas.

Nos últimos tempos, empresas do segmento aeroviário nacional perceberam perdas financeiras consideradas elevadas. Assim sendo, a ampliação da injeção de capitais estrangeiros foi vista como uma saída para que o segmento cessasse os sucessivos desgastes em suas receitas, salienta Ricardo Tosto. Autoridades da área apontam para um grande estreitamento dos laços entre empresas do ramo e seus respectivos investidores, tão logo a participação de estrangeiros comece a ser ampliada no Brasil, alerta o advogado da Leite, Tosto e Barros.

Em meio às discussões sobre se aumentar o percentual desses capitais, a questão da completa eliminação de limitações sobre a porcentagem adotada pelo governo foi levantada. Ricardo Tosto explica que isso, no entanto, não foi adotado pelos representantes do governo, uma vez que a soberania nacional estaria em xeque. Com isso, os 49% foram tratados como o nível mais indicado para se lidar com a situação econômica das companhias áreas sem que o país fosse de algum modo prejudicado pela participação ilimitada de estrangeiros nas empresas.