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Agravamento da ansiedade pode indicar Alzheimer em pessoas mais velhas

Uma nova pesquisa publicada pelo “The American Journal of Psychiatry”, associou o agravamento de sintomas causados pela ansiedade em pessoas adultas como um sinal de alerta para o desenvolvimento do Mal de Alzheimer. Segundo a pesquisa, esse agravamento da ansiedade pode servir como uma espécie de aviso para que os especialistas possam identificar o início do Alzheimer.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo identificaram que a beta amiloide, proteína associada ao Alzheimer, torna os sintomas da ansiedade mais significativos. Ou seja, quanto mais essa proteína é fabricada no corpo mais forte se tornam os sintomas da ansiedade.

Os cientistas descobriram em um outro estudo que essa proteína atrapalha a comunicação entre os neurônios, o que funciona como um gatilho para a perda de memória, que é um dos primeiros sintomas do Alzheimer. A proteína causa a má comunicação entre os neurônios e leva a pessoa a desenvolver a demência.

A atual descoberta feita por cientistas da Brigham and Women’s Hospital, localizada nos Estados Unidos, evidência que a proteína também causa outros tipos de distúrbios quando é fabricada em excesso pelo corpo. Dentre esses distúrbios neuropsiquiátricos está a piora dos sintomas da ansiedade.

Sendo assim, os cientistas concluiram que essa descoberta reforça a ideia de que uma piora da situação psiquiátrica de um paciente em idade mais avançada pode estar associada ao desenvolvimento do Alzheimer.

Para a pesquisa, os cientistas contaram com a ajuda de 270 indivíduos, sendo eles homens e mulheres com cognição normal na faixa etária de 62 a 90 anos de idade. O estudo acompanhou esses participantes por cinco anos.

Outros estudos relacionados já identificaram que a depressão é um sinal de desenvolvimento do Alzheimer quando a pessoa possui uma idade mais avançada. Segundo o estudo sobre a depressão, o sinal para o desenvolvimento da doença pode vir em 10 anos antes da doença de fato ser diagnosticada.

A conclusão atual evidencia que há uma possibilidade de diversos sintomas poderem ser utilizados como sinais para o desenvolvimento do Alzheimer, como é o caso do agravamento das doenças neuropsiquiátricas já comprovados por estudo, como a depressão e agora a ansiedade.

 

Sistema Alto Tietê registra volume de chuva abaixo da média em 2017

A Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, divulgou que o ano de 2017 terminou com um baixo registro de chuva nas represas responsáveis por integrar o Sistema Alto Tietê. Os dados da companhia revelaram que o volume de chuva esperado para a região em 2017 não foi alcançado. Segundo a Sabesp, dentro desses 12 meses de 2017, o acumulado do volume de chuva representou apenas 78% do que a companhia previu para o período.

Os dados indicaram que desde o dia 1º de janeiro de 2017, o volume de chuva registrado foi de 1.133,8 milímetros, sendo que a Sabesp havia previsto ao menos 1.447,6 milímetros. A Sabesp informou que 2017 foi o segundo ano consecutivo com registro de chuva abaixo da média histórica para o Sistema Alto Tietê. O registro de 2016 foi de 1.194,3 milímetros, o que significa 90,5% da média histórica já alcançada pelo sistema.

Em contrapartida, o ano de 2015 foi marcado por um volume maior de chuva, superando até mesmo a média histórica do sistema. Após a passagem da crise hídrica no estado de São Paulo, o ano de 2015 fechou com um volume de chuva 13% maior que a média histórica, ao todo, choveu 1.619,6 milímetros durante o período. Já em relação aos últimos três anos, o ano de 2017 teve o menor registro de volume de chuva em todo o Sistema Alto Tietê.

De acordo com os dados da Sabesp, em todo o ano de 2017, apenas cinco meses registraram volume de chuva acima da média histórica, sendo eles: abril, com 4% de chuva a mais; maio, com 34% de chuva a mais; junho com 9%; agosto com 26%; e o mês de novembro, que alcançou 39% e alcançou o maior nível em 2017 em relação a média histórica.

A Sabesp informou que o pior registro foi para o mês de julho de 2017, período em que as chuvas atingiram apenas 13% acima da média histórica. A previsão da Sabesp para julho era de que o volume de chuvas atingisse 48,5 milímetros ao longo de todo o mês. Contudo, o resultado foi de apenas 6,7 milímetros.

No último mês do ano, o registro de chuvas também ficou abaixo da média histórica. Segundo a Sabesp, dezembro atingiu apenas 94,3 milímetros de chuva dos 193 milímetros esperado para o período. Esse último registro representa uma parcela de 48% da média histórica para o mês de dezembro.

 

Estudo aponta que áreas oceânicas sem oxigênio quadruplicaram nos últimos 50 anos

Um estudo com publicação da revista Science, mostrou que nos últimos 50 anos as regiões oceânicas com nenhum oxigênio aumentaram. Desde 1950 as áreas costeiras, tais como estatutários e mares, lugares onde a concentração do elemento é baixa, cresceram dez vezes. Os cientistas alertam que conforme a temperatura no planeta aumentar a tendência é piorar, e ressalta que as consequências negativas não afetam somente a vida marinha.

O grupo de trabalho criado em 2016, o GO2NE, sigla em inglês para Rede Oxigênio Oceânico Global, com criação da Comissão Intergovernamental Oceanográfica das Nações Unidas, faz parte do estudo.

Os cientistas destacaram sobre os principais riscos para os oceanos e a sociedade, que é necessário para a saúde e produtividade das águas no planeta. O secretário executivo da Comissão Internacional de Oceanografia, Vladimir Ryabinin, ressalta que metade do oxigênio do planeta vem dos oceanos e lamenta as mudanças climáticas e os efeitos dos escoamentos terem aumentado de número e tamanho.

Zonas mortas dos oceanos são locais onde a concentração de oxigênio é tão baixa que os animais não conseguem sobreviver e acabam morrendo, como no Golfo do México. O problema vai muito além das zonas mortas, pois devido a falta de oxigênio os peixes não retornam aos seus habitat e ficam vulneráveis a pesca e a predadores. O crescimento dos animais também fica comprometido e atrapalha na sua reprodução causando doenças e podendo levar a morte.

O maior causador da falta de oxigênio nos oceanos são as mudanças climáticas. Devido ao aquecimento da água o elemento não consegue alcançar o interior do mar, além de que à medida que a massa aquática fica aquecida ela segura menos oxigênio.

A vida das pessoas na superfície do planeta vem sendo afetada, além da vida marinha. Os pescadores estão cada vez mais com dificuldades em encontrar locais para desenvolverem a pesca. Nas Filipinas o prejuízo econômico com a morte dos peixes foi de US$ 10 milhões. Os recifes de corais que eram um atrativo turístico em muitos países podem desaparecer.

Segundo os pesquisadores, o mundo precisa reagir focando nas principais causas, a poluição de nutrientes e as mudanças climáticas.

Presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, fala sobre a reforma da Previdência

Em uma entrevista recente, o executivo Luiz Carlos Trabuco Cappi discursou sobre suas opiniões em relação as expectativas econômicas e políticas em 2018, com destaque para a reforma na Previdência que está em pauta no Congresso Nacional, a qual é considerada por ele como a reforma que exige mais atenção atualmente. Para o presidente executivo do Bradesco, a aprovação dessa forma é fundamental para que o poder público aplique o conjunto de ações capazes de conter o teto dos gastos públicos.

Quando questionado sobre o assunto, Luiz Carlos Trabuco Cappi ressaltou que, apesar da reforma não ter sido votada em 2017, em meio a todas as turbulências políticas, ele acredita que o governo deverá tratar o tema relativo a Previdência como prioridade em 2018, trazendo esse tópico para votação ainda antes das eleições presidenciais.

Em caso de um cenário negativo à aprovação da reforma, o presidente executivo do Banco Bradesco opinou que isso poderia levar a um quadro de crescimento fora de controle dos custos de financiamento do Tesouro Nacional, situação esta que provocaria instabilidades ao cenário fiscal do país, o qual já demanda muitos cuidados no momento. Portanto, a aprovação da reforma tem sido vista como a melhor saída para impedir o surgimento de diversos problemas.

No que diz respeito a profunda crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos dois anos, ele ressaltou que já é possível ter mais otimismo em relação ao país, especialmente devido a recente retomada dos investimentos e das operações de abertura do capital. Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, o país possui características que tornam o Brasil um local interessante para os investidores, e nesse momento, o único fator que ainda tem segurado esses investidores são as instabilidades provocadas em um ano de eleições presidenciais.

Mesmo com as incertezas do cenário político em 2018, o executivo disse acreditar que a reforma não pode ser definida por ideologias políticas, e que deverá ser aprovada independente de qual candidato despontar como favorito na corrida eleitoral, tendo em vista que esse conjunto de alterações na Previdência possui uma grande importância para o Brasil atualmente.

Na liderança da instituição desde 2009, Luiz Carlos Trabuco Cappi entrou no banco em 1969, depois de receber seu diploma no curso de Filosofia na Universidade Estadual Paulista. No decorrer dos anos seguintes, o executivo passou por vários cargos distintos no banco, crescendo gradualmente na hierarquia da empresa. Nesse aspecto, uma de suas maiores promoções foi ter chegado ao posto de presidente do setor de seguros do Bradesco.

Com essa oportunidade em mãos, o executivo adotou uma série de mudanças nessa área, as quais deram ótimos resultados e renderam a ele vários prêmios e menções honrosas. Nessa época, o setor chegou a ultrapassar a marca de 30% do total dos lucros da instituição, um montante muito expressivo para a época.

Como presidente executivo do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi esteve à frente em momentos de grande destaque, como por exemplo, na compra do HSBC no Brasil, no ano de 2015, em uma transação que movimentou mais de US$ 5 bilhões.

 

NASA diz que as lavouras brasileiras ocupam apenas 7,6% do território no país

A Agência Espacial Norte-Americana – NASA , esteve presente em um evento em Berlim, na Alemanha, e informou que o Brasil ocupa 63,9 milhões de hectares em lavuras, ou seja, apenas 7,6% de todo seu território utilizados para o plantio. Os dados serão apresentados pelo ministro da Agricultura, Blairo Borges Maggi.

O cálculo realizado pela Embrapa Territorial em 2016 era de uma área de produção agrícola de 7,8%, ou seja 65,9 milhões de hectares. Em novembro os números registrados tinham um percentual menor, de acordo com o chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda. Miranda que também é doutor em Ecologia e diz que essa diferença de 0,2% dos dados brasileiros com os norte-americanos é normal.

O país protege e preserva sua vegetação nativa em mais de 66% de todo seu território, segundo estudo da NASA, sendo que apenas 7,6% das terras são cultivadas.

O trabalho realizado em conjunto com a NASA e o Serviço Geológico dos Estados Unidos, explica Evaristo, fez um levantamento amplo que possui mapeamento e cálculo de áreas cultivadas no planeta monitoradas por satélites. O planeta Terra foi vasculhado durante vinte anos, de maneira detalhada através de imagens com alta definição, por pesquisadores da Global Food Security Analysis, que confirmam as informações da Embrapa.

A área de cultivo de hectare por habitante é de 0,01, e em países como a Arábia Saudita, Peru, Japão, Coréia do Sul e Mauritânia, nos países como Canadá, Península Ibérica, Rússia e Austrália, o número é de 3 habitantes por hectare.

No Brasil, essa área cultivada por habitante é de 0,3 hectares, e em países como a África do Sul, Finlândia, Mongólia, Irã, Suécia, Chile, Laos, Níger, Chade e México esse cultivo por habitante é entre 0,26 a 0,50.

A segurança alimentar no planeta também é apontado no levantamento da NASA, com medição de tamanho e cultivo até onde eles não são contínuos. As áreas de floresta não entram nesse cálculo, como os locais destinados ao plantio de eucalipto, levando em consideração apenas as lavouras.

Os países utilizam de 20% a 30% de suas áreas para plantio e o Brasil apenas 7,6% com muita tecnologia e profissionalismo.

 

China tem o maior evento de e-commerce do mundo

Todo mundo gosta de gastar consigo mesmo. Imagina se houvesse uma data especial para promover os gastos que alguém tem com si próprio? Pois é, essa data realmente existe, é conhecida como o Dia do Solteiro, e é comemorada na China, país com mais de 1,3 bilhão de habitantes.

No sábado, dia 11 de novembro, o site Alibaba que origem chinesa divulgou que as vendas feitas no festival de compras que realiza teve uma arrecadação de mais de 24 bilhões de dólares nas vendas pela internet da empresa. Com a campanha do site na China, o Dia do Solteiro se torna um forte festival para atrair compras no e-commerce a nível mundial. As vendas obtidas nesse dia conseguem superar os números registrados pelos dois festivais norte-americanos Black Friday e Cyber Monday.

O Dia do Solteiro foi criado há 10 anos e estimula as compras entre as pessoas que não estão se relacionando com ninguém, como se fosse um presente para si mesmo.

No ano de 2009, o site Alibaba viu a oportunidade que a data festiva gerava e tornou o dia um potencial motivador para elevar o número de vendas online da empresa. Depois de alguns anos, o festival de compras se tornou um dos mais importantes festivais de e-commerce do mundo. Esse tipo de evento traz resultados expressivos que podem verificados nos números de vendas de forma remota, o que estimula ainda mais o comércio nessa época.

As vendas se iniciaram depois de um típico evento com artistas famosos mundialmente conhecidos, como atores e atrizes de Hollywood, músicos e artistas nacionais que confirmaram presença no evento e chamaram a atenção de diversos consumidores da empresa chinesa.

Depois da meia-noite, as compras online começaram. Em menos de 24 horas o Alibaba já registrava mais de US$ 10 bilhões em vendas.

As compras digitais para serem devidamente entregues precisam de um exército de pessoas e robôs que devem empacotar mais de 1,5 bilhões de pacotes para as entregas em até seis dias. Joseph Tsai, cofundador e vice-presidente de conselho da Alibaba, afirma que é um grande dia para a economia do país.

 

Ricardo Tosto informa sobre o possível aumento dos investimentos estrangeiros na aviação

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Em tempos de crise, as viagens costumam ficar relegadas a segundo plano como estratégia para se evitar que o dinheiro escoe e falte paras as despesas necessárias. Além disso, outros acontecimentos podem fazer com que o brasileiro viaje menos, sobretudo aqueles de natureza financeira. Ricardo Tosto, advogado e empresário que fundou o escritório Leite, Tosto e Barros, ressalta que as oscilações do dólar também podem inibir o ensejo das pessoas para gastos com turismo, uma vez que a valorização da moeda pode encarecer muito o orçamento de cada uma.

Para que o turismo seja estimulado e retome seu nível de crescimento no país, algumas medidas podem ser adotadas, já que a preocupação com o setor costuma ser recorrente devido sua representatividade para a economia. Os investimentos, conforme reporta Ricardo Tosto, são algumas das atitudes que os governantes costumam estimular a fim de aquecerem o setor. Embora o Brasil já conte com um percentual de investidores internacionais, discussões sobre uma maior abertura para o capital estrangeiro têm ocorrido com maior frequência, destaca o advogado.

Ricardo Tosto informa que no país, cerca de 20% do total de investimentos na área de aviação já são representados por empresas estrangeiras. Autoridades esperam que esse percentual seja aumentado para 49% para as próximas transações do segmento. Com essa maior participação dessas instituições, além de suscitar o crescimento dos serviços prestados por empresas de aviação nacionais, o estímulo à vinda desse tipo de capital poderá trazer melhorias para diversos outros segmentos, destaca o representante da Leite, Tosto e Barros, com base no que esperam os especialistas do setor.

Dyogo Oliveira, ministro da pasta da Fazenda em 2016, disse em entrevista à Folha de São Paulo no mesmo ano, que os investimentos estrangeiros em maior volume trariam grandes vantagens ao setor da aviação. Isso segundo a autoridade, só seria possível através de ações que fomentassem a entrada dessa modalidade de capital de maneira expressiva. Dessa forma, caso a iniciativa do governo gerasse os resultados esperados, a aviação nacional se tornaria ainda mais competitiva em suas atividades prestadas.

Nos últimos tempos, empresas do segmento aeroviário nacional perceberam perdas financeiras consideradas elevadas. Assim sendo, a ampliação da injeção de capitais estrangeiros foi vista como uma saída para que o segmento cessasse os sucessivos desgastes em suas receitas, salienta Ricardo Tosto. Autoridades da área apontam para um grande estreitamento dos laços entre empresas do ramo e seus respectivos investidores, tão logo a participação de estrangeiros comece a ser ampliada no Brasil, alerta o advogado da Leite, Tosto e Barros.

Em meio às discussões sobre se aumentar o percentual desses capitais, a questão da completa eliminação de limitações sobre a porcentagem adotada pelo governo foi levantada. Ricardo Tosto explica que isso, no entanto, não foi adotado pelos representantes do governo, uma vez que a soberania nacional estaria em xeque. Com isso, os 49% foram tratados como o nível mais indicado para se lidar com a situação econômica das companhias áreas sem que o país fosse de algum modo prejudicado pela participação ilimitada de estrangeiros nas empresas.

 

Embaixador brasileiro vai ser expulso da Venezuela

Essa resolução do governo venezuelano foi anunciada pela Assembleia Nacional Constituinte do país, através da sua presidente, Delcy Rodríguez. O embaixador brasileiro Ruy Carlos Pereira, não vai mais poder permanecer no país depois que foi considerado ‘persona non grata’ na Venezuela.

O embaixador não estava em território venezuelano quando foi anunciada essa decisão, já que ele estava passando o período de festas do final do ano no Brasil. O Itamaraty se pronunciou através de um comunicado, informando que se essa decisão for mantida, o governo brasileiro irá agir de forma recíproca com a Venezuela.

Segundo Delcy Rodríguez, além do embaixador brasileiro ter sido considerado ‘persona non grata’ na Venezuela, o representante dos negócios do Canadá também não vai poder continuar no país.

Essa decisão foi tomada no caso do embaixador brasileiro, em retaliação a maneira como os partidos atuam no processo eleitoral. Outro fator foi que a saída da presidente Dilma Rousseff do cargo, que foi considerado golpe de estado pela Venezuela. Depois da sua saída, o Congresso concordou com a cláusula de barreira, fazendo com que partidos menores não tenham atuação eleitoral.

De acordo com Delcy Rodríguez, isso não acontece em território venezuelano, que apresenta um sistema com vários partidos políticos e com diversas ideologias.

No caso do representante comercial canadense, o motivo foi a interferência persistente nos assuntos da Venezuela, apesar do país sempre apelar para que as convenções diplomáticas sejam respeitadas. O representante dos negócios do Canadá fez sempre declarações, inclusive pelo Twitter, onde acabou dando opiniões sobre a Venezuela, segundo declarou Rodríguez.

Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores falou que o governo brasileiro ficou sabendo das declarações feitas pela presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, e irá aguardar pelo posicionamento do governo venezuelano sobre toda essa situação. Caso a expulsão seja confirmada, será mais uma demonstração de que o governo de Nicolás Maduro continua apresentando atitudes arbitrárias, sem que haja qualquer tipo de negociação. O governo brasileiro irá tomar atitudes recíprocas em relação à Venezuela.

Depois do impeachment de Dilma Rousseff em 2016,  a Venezuela chamou de volta o seu embaixador,  atitude que também foi tomada pela Bolívia e pelo Equador.

 

Risco de rejeição e infecções ainda é grande para transplantes cardíacos

O dia 3 de dezembro de 2017 foi marcado pela comemoração dos 50 anos do primeiro transplante de coração humano em todo o mundo. O feito que ocorreu no dia 3 de dezembro de 1967, só foi possível graças ao cirurgião sul-africano chamado Cristiaan Barnard, que revolucionou a forma como os médicos lidavam com pacientes que precisavam de um coração novo. O grande marco ocorreu no hospital Groote Schurr, localizado em Cape Town, na África do Sul.

Naquele dia, o órgão transplantado foi destinado ao paciente de 54 anos Louis Washkansky, que após uma cirurgia que durou cinco horas, pôde viver por mais 18 dias até morrer de pneumonia, um efeito colateral das drogas que foram utilizadas para prevenir a rejeição do novo coração. O coração transplantado foi doado pela família de uma jovem de apenas 25 anos chamada Denise Darvall, que teve a morte cerebral constatada após ter sofrido um acidente de carro.

Atualmente, os transplantes de órgãos já são vistos como um procedimento padrão dos hospitais de todo o mundo. Depois de 50 anos do primeiro transplante, muitas coisas mudaram para que os pacientes não passem pela rejeição do órgão transplantado e para que as chances de sobrevivência sejam mais efetivas.

Um exemplo disso são os dados do ano passado, que indicaram um total de 6 mil transplantes de coração realizados no mundo. Os dados são do Observatório Global de Doação e Transplante. Outros dados relacionados da OMS – Organização Mundial da Saúde, indicam que mais de 72% de todos os pacientes que tiveram o coração transplantados vivem por pelo menos cinco anos. Já outros 20% desse total chega a viver até 20 anos após o transplante.

Embora tenha se passado bastante tempo desde o primeiro transplante de coração no mundo, os riscos de rejeição e de infecções causados pelos medicamentos ainda são as duas maiores preocupações dos médicos. Os dados indicam que um a cada três pacientes que morrem dentro do primeiro ano após o transplante tem ligação com infecções causadas pelos medicamentos que controlam o sistema imunológico para que o corpo não rejeite o órgão transplantado.

Atualmente, o ranking mundial de transplantes de coração é liderado pelos Estados Unidos, que realizou um total de 3.209 transplantes em 2016. Em segundo lugar aparece a França, com um total de 490 procedimentos realizados no mesmo ano. O Brasil aparece em terceiro lugar, com um total de 357 cirurgias do tipo realizadas no ano passado.

 

BNDES prevê queda nos investimentos em infraestrutura e indústria do Brasil, por Felipe Montoro Jens

Uma pesquisa recente revelou que, nos próximos anos, o Brasil deverá sofrer quedas no investimento dos setores de infraestrutura e indústria. Mesmo levando em conta o fim da crise econômica e o plano de privatizações do governo federal, o país seguirá a tendência de desaceleração. Felipe Montoro Jens, Especialista em Projetos de Infraestrutura, reporta que, segundo o levantamento realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é estimado que os investimentos médios entre os anos de 2017 a 2020 para as áreas mencionadas serão de R$ 225,3 bilhões/ano, o que representa 7% a menos do que os investimentos realizados em 2016, que foram de R$ 243,3 bilhões.

Conforme as informações transmitidas por Felipe Montoro Jens, os investimentos citados pelo BNDES são oriundos tanto dos setores privado como público, englobando projetos em fase de planejamento ou já iniciados.

No setor de infraestrutura, de acordo com o Comitê de Análise Setorial (CAS) do BNDES, o cálculo da média referente ao período compreendido será de aproximadamente R$ 104,6 bilhões, sendo R$ 114,9 bilhões para o ano de 2017, o que representa uma queda de 8% em relação aos R$ 124,8 bilhões alcançados em 2016.

Ainda seguindo as estimativas da instituição, o montante para 2019 deverá cair para R$ 97 bilhões e em 2020 ficar próximo a R$ 100 bilhões.

Felipe Montoro Jens noticia que, das nove áreas consideradas no estudo de infraestrutura no país, o setor de energia elétrica é, provavelmente, o que mais investirá ao longo do período com um valor estimado de R$ 39,5 bilhões até 2020, sendo 31% inferior ao investido em 2016.

Carlos da Costa, economista e diretor das áreas de Crédito, Tecnologia da Informação e Planejamento e Pesquisas do BNDES, comenta que o contato entre o banco e as empresas dos setores possibilita ter uma noção aproximada de seus planos futuros, o que ajuda nas projeções das estimativas econômicas. Contudo, Costa revela que “a tendência da infraestrutura, infelizmente, é continuar em queda”, lembra Felipe Montoro Jens.

A média anual para a indústria referente ao mesmo período pesquisado pode alcançar o montante de R$ 120,6 bilhões. Felipe Montoro Jens informa que entre as 12 áreas analisadas, o ramo de petróleo e gás foi o único que apresentou uma elevação relevante nos investimentos, atingindo o montante de R$ 71,3 bilhões até o ano de 2020.

O Especialista em Projetos de Infraestrutura informa que, conforme as opiniões de economistas, estas quedas estão relacionadas às incertezas quanto ao futuro da economia nacional e aos problemas dos governos, tanto federal como estaduais. Pequenas melhoras em setores como os da indústria não têm sido capazes de devolver a confiança aos empresários. Entretanto, Carlos da Costa salienta que um planejamento amplo e estratégico pode reverter a atual situação do Brasil. Como sugestão, na visão de Costa, para que esta mudança de cenário ocorra, o BNDES deve agir como “orquestrador” usando ferramentas que agreguem e proporcionem um ambiente com uma nova ótica sobre o futuro da infraestrutura no Brasil.