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Presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, fala sobre a reforma da Previdência

Em uma entrevista recente, o executivo Luiz Carlos Trabuco Cappi discursou sobre suas opiniões em relação as expectativas econômicas e políticas em 2018, com destaque para a reforma na Previdência que está em pauta no Congresso Nacional, a qual é considerada por ele como a reforma que exige mais atenção atualmente. Para o presidente executivo do Bradesco, a aprovação dessa forma é fundamental para que o poder público aplique o conjunto de ações capazes de conter o teto dos gastos públicos.

Quando questionado sobre o assunto, Luiz Carlos Trabuco Cappi ressaltou que, apesar da reforma não ter sido votada em 2017, em meio a todas as turbulências políticas, ele acredita que o governo deverá tratar o tema relativo a Previdência como prioridade em 2018, trazendo esse tópico para votação ainda antes das eleições presidenciais.

Em caso de um cenário negativo à aprovação da reforma, o presidente executivo do Banco Bradesco opinou que isso poderia levar a um quadro de crescimento fora de controle dos custos de financiamento do Tesouro Nacional, situação esta que provocaria instabilidades ao cenário fiscal do país, o qual já demanda muitos cuidados no momento. Portanto, a aprovação da reforma tem sido vista como a melhor saída para impedir o surgimento de diversos problemas.

No que diz respeito a profunda crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos dois anos, ele ressaltou que já é possível ter mais otimismo em relação ao país, especialmente devido a recente retomada dos investimentos e das operações de abertura do capital. Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, o país possui características que tornam o Brasil um local interessante para os investidores, e nesse momento, o único fator que ainda tem segurado esses investidores são as instabilidades provocadas em um ano de eleições presidenciais.

Mesmo com as incertezas do cenário político em 2018, o executivo disse acreditar que a reforma não pode ser definida por ideologias políticas, e que deverá ser aprovada independente de qual candidato despontar como favorito na corrida eleitoral, tendo em vista que esse conjunto de alterações na Previdência possui uma grande importância para o Brasil atualmente.

Na liderança da instituição desde 2009, Luiz Carlos Trabuco Cappi entrou no banco em 1969, depois de receber seu diploma no curso de Filosofia na Universidade Estadual Paulista. No decorrer dos anos seguintes, o executivo passou por vários cargos distintos no banco, crescendo gradualmente na hierarquia da empresa. Nesse aspecto, uma de suas maiores promoções foi ter chegado ao posto de presidente do setor de seguros do Bradesco.

Com essa oportunidade em mãos, o executivo adotou uma série de mudanças nessa área, as quais deram ótimos resultados e renderam a ele vários prêmios e menções honrosas. Nessa época, o setor chegou a ultrapassar a marca de 30% do total dos lucros da instituição, um montante muito expressivo para a época.

Como presidente executivo do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi esteve à frente em momentos de grande destaque, como por exemplo, na compra do HSBC no Brasil, no ano de 2015, em uma transação que movimentou mais de US$ 5 bilhões.

 

NASA diz que as lavouras brasileiras ocupam apenas 7,6% do território no país

A Agência Espacial Norte-Americana – NASA , esteve presente em um evento em Berlim, na Alemanha, e informou que o Brasil ocupa 63,9 milhões de hectares em lavuras, ou seja, apenas 7,6% de todo seu território utilizados para o plantio. Os dados serão apresentados pelo ministro da Agricultura, Blairo Borges Maggi.

O cálculo realizado pela Embrapa Territorial em 2016 era de uma área de produção agrícola de 7,8%, ou seja 65,9 milhões de hectares. Em novembro os números registrados tinham um percentual menor, de acordo com o chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda. Miranda que também é doutor em Ecologia e diz que essa diferença de 0,2% dos dados brasileiros com os norte-americanos é normal.

O país protege e preserva sua vegetação nativa em mais de 66% de todo seu território, segundo estudo da NASA, sendo que apenas 7,6% das terras são cultivadas.

O trabalho realizado em conjunto com a NASA e o Serviço Geológico dos Estados Unidos, explica Evaristo, fez um levantamento amplo que possui mapeamento e cálculo de áreas cultivadas no planeta monitoradas por satélites. O planeta Terra foi vasculhado durante vinte anos, de maneira detalhada através de imagens com alta definição, por pesquisadores da Global Food Security Analysis, que confirmam as informações da Embrapa.

A área de cultivo de hectare por habitante é de 0,01, e em países como a Arábia Saudita, Peru, Japão, Coréia do Sul e Mauritânia, nos países como Canadá, Península Ibérica, Rússia e Austrália, o número é de 3 habitantes por hectare.

No Brasil, essa área cultivada por habitante é de 0,3 hectares, e em países como a África do Sul, Finlândia, Mongólia, Irã, Suécia, Chile, Laos, Níger, Chade e México esse cultivo por habitante é entre 0,26 a 0,50.

A segurança alimentar no planeta também é apontado no levantamento da NASA, com medição de tamanho e cultivo até onde eles não são contínuos. As áreas de floresta não entram nesse cálculo, como os locais destinados ao plantio de eucalipto, levando em consideração apenas as lavouras.

Os países utilizam de 20% a 30% de suas áreas para plantio e o Brasil apenas 7,6% com muita tecnologia e profissionalismo.

 

China tem o maior evento de e-commerce do mundo

Todo mundo gosta de gastar consigo mesmo. Imagina se houvesse uma data especial para promover os gastos que alguém tem com si próprio? Pois é, essa data realmente existe, é conhecida como o Dia do Solteiro, e é comemorada na China, país com mais de 1,3 bilhão de habitantes.

No sábado, dia 11 de novembro, o site Alibaba que origem chinesa divulgou que as vendas feitas no festival de compras que realiza teve uma arrecadação de mais de 24 bilhões de dólares nas vendas pela internet da empresa. Com a campanha do site na China, o Dia do Solteiro se torna um forte festival para atrair compras no e-commerce a nível mundial. As vendas obtidas nesse dia conseguem superar os números registrados pelos dois festivais norte-americanos Black Friday e Cyber Monday.

O Dia do Solteiro foi criado há 10 anos e estimula as compras entre as pessoas que não estão se relacionando com ninguém, como se fosse um presente para si mesmo.

No ano de 2009, o site Alibaba viu a oportunidade que a data festiva gerava e tornou o dia um potencial motivador para elevar o número de vendas online da empresa. Depois de alguns anos, o festival de compras se tornou um dos mais importantes festivais de e-commerce do mundo. Esse tipo de evento traz resultados expressivos que podem verificados nos números de vendas de forma remota, o que estimula ainda mais o comércio nessa época.

As vendas se iniciaram depois de um típico evento com artistas famosos mundialmente conhecidos, como atores e atrizes de Hollywood, músicos e artistas nacionais que confirmaram presença no evento e chamaram a atenção de diversos consumidores da empresa chinesa.

Depois da meia-noite, as compras online começaram. Em menos de 24 horas o Alibaba já registrava mais de US$ 10 bilhões em vendas.

As compras digitais para serem devidamente entregues precisam de um exército de pessoas e robôs que devem empacotar mais de 1,5 bilhões de pacotes para as entregas em até seis dias. Joseph Tsai, cofundador e vice-presidente de conselho da Alibaba, afirma que é um grande dia para a economia do país.

 

Ricardo Tosto informa sobre o possível aumento dos investimentos estrangeiros na aviação

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Em tempos de crise, as viagens costumam ficar relegadas a segundo plano como estratégia para se evitar que o dinheiro escoe e falte paras as despesas necessárias. Além disso, outros acontecimentos podem fazer com que o brasileiro viaje menos, sobretudo aqueles de natureza financeira. Ricardo Tosto, advogado e empresário que fundou o escritório Leite, Tosto e Barros, ressalta que as oscilações do dólar também podem inibir o ensejo das pessoas para gastos com turismo, uma vez que a valorização da moeda pode encarecer muito o orçamento de cada uma.

Para que o turismo seja estimulado e retome seu nível de crescimento no país, algumas medidas podem ser adotadas, já que a preocupação com o setor costuma ser recorrente devido sua representatividade para a economia. Os investimentos, conforme reporta Ricardo Tosto, são algumas das atitudes que os governantes costumam estimular a fim de aquecerem o setor. Embora o Brasil já conte com um percentual de investidores internacionais, discussões sobre uma maior abertura para o capital estrangeiro têm ocorrido com maior frequência, destaca o advogado.

Ricardo Tosto informa que no país, cerca de 20% do total de investimentos na área de aviação já são representados por empresas estrangeiras. Autoridades esperam que esse percentual seja aumentado para 49% para as próximas transações do segmento. Com essa maior participação dessas instituições, além de suscitar o crescimento dos serviços prestados por empresas de aviação nacionais, o estímulo à vinda desse tipo de capital poderá trazer melhorias para diversos outros segmentos, destaca o representante da Leite, Tosto e Barros, com base no que esperam os especialistas do setor.

Dyogo Oliveira, ministro da pasta da Fazenda em 2016, disse em entrevista à Folha de São Paulo no mesmo ano, que os investimentos estrangeiros em maior volume trariam grandes vantagens ao setor da aviação. Isso segundo a autoridade, só seria possível através de ações que fomentassem a entrada dessa modalidade de capital de maneira expressiva. Dessa forma, caso a iniciativa do governo gerasse os resultados esperados, a aviação nacional se tornaria ainda mais competitiva em suas atividades prestadas.

Nos últimos tempos, empresas do segmento aeroviário nacional perceberam perdas financeiras consideradas elevadas. Assim sendo, a ampliação da injeção de capitais estrangeiros foi vista como uma saída para que o segmento cessasse os sucessivos desgastes em suas receitas, salienta Ricardo Tosto. Autoridades da área apontam para um grande estreitamento dos laços entre empresas do ramo e seus respectivos investidores, tão logo a participação de estrangeiros comece a ser ampliada no Brasil, alerta o advogado da Leite, Tosto e Barros.

Em meio às discussões sobre se aumentar o percentual desses capitais, a questão da completa eliminação de limitações sobre a porcentagem adotada pelo governo foi levantada. Ricardo Tosto explica que isso, no entanto, não foi adotado pelos representantes do governo, uma vez que a soberania nacional estaria em xeque. Com isso, os 49% foram tratados como o nível mais indicado para se lidar com a situação econômica das companhias áreas sem que o país fosse de algum modo prejudicado pela participação ilimitada de estrangeiros nas empresas.

 

Embaixador brasileiro vai ser expulso da Venezuela

Essa resolução do governo venezuelano foi anunciada pela Assembleia Nacional Constituinte do país, através da sua presidente, Delcy Rodríguez. O embaixador brasileiro Ruy Carlos Pereira, não vai mais poder permanecer no país depois que foi considerado ‘persona non grata’ na Venezuela.

O embaixador não estava em território venezuelano quando foi anunciada essa decisão, já que ele estava passando o período de festas do final do ano no Brasil. O Itamaraty se pronunciou através de um comunicado, informando que se essa decisão for mantida, o governo brasileiro irá agir de forma recíproca com a Venezuela.

Segundo Delcy Rodríguez, além do embaixador brasileiro ter sido considerado ‘persona non grata’ na Venezuela, o representante dos negócios do Canadá também não vai poder continuar no país.

Essa decisão foi tomada no caso do embaixador brasileiro, em retaliação a maneira como os partidos atuam no processo eleitoral. Outro fator foi que a saída da presidente Dilma Rousseff do cargo, que foi considerado golpe de estado pela Venezuela. Depois da sua saída, o Congresso concordou com a cláusula de barreira, fazendo com que partidos menores não tenham atuação eleitoral.

De acordo com Delcy Rodríguez, isso não acontece em território venezuelano, que apresenta um sistema com vários partidos políticos e com diversas ideologias.

No caso do representante comercial canadense, o motivo foi a interferência persistente nos assuntos da Venezuela, apesar do país sempre apelar para que as convenções diplomáticas sejam respeitadas. O representante dos negócios do Canadá fez sempre declarações, inclusive pelo Twitter, onde acabou dando opiniões sobre a Venezuela, segundo declarou Rodríguez.

Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores falou que o governo brasileiro ficou sabendo das declarações feitas pela presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, e irá aguardar pelo posicionamento do governo venezuelano sobre toda essa situação. Caso a expulsão seja confirmada, será mais uma demonstração de que o governo de Nicolás Maduro continua apresentando atitudes arbitrárias, sem que haja qualquer tipo de negociação. O governo brasileiro irá tomar atitudes recíprocas em relação à Venezuela.

Depois do impeachment de Dilma Rousseff em 2016,  a Venezuela chamou de volta o seu embaixador,  atitude que também foi tomada pela Bolívia e pelo Equador.

 

Risco de rejeição e infecções ainda é grande para transplantes cardíacos

O dia 3 de dezembro de 2017 foi marcado pela comemoração dos 50 anos do primeiro transplante de coração humano em todo o mundo. O feito que ocorreu no dia 3 de dezembro de 1967, só foi possível graças ao cirurgião sul-africano chamado Cristiaan Barnard, que revolucionou a forma como os médicos lidavam com pacientes que precisavam de um coração novo. O grande marco ocorreu no hospital Groote Schurr, localizado em Cape Town, na África do Sul.

Naquele dia, o órgão transplantado foi destinado ao paciente de 54 anos Louis Washkansky, que após uma cirurgia que durou cinco horas, pôde viver por mais 18 dias até morrer de pneumonia, um efeito colateral das drogas que foram utilizadas para prevenir a rejeição do novo coração. O coração transplantado foi doado pela família de uma jovem de apenas 25 anos chamada Denise Darvall, que teve a morte cerebral constatada após ter sofrido um acidente de carro.

Atualmente, os transplantes de órgãos já são vistos como um procedimento padrão dos hospitais de todo o mundo. Depois de 50 anos do primeiro transplante, muitas coisas mudaram para que os pacientes não passem pela rejeição do órgão transplantado e para que as chances de sobrevivência sejam mais efetivas.

Um exemplo disso são os dados do ano passado, que indicaram um total de 6 mil transplantes de coração realizados no mundo. Os dados são do Observatório Global de Doação e Transplante. Outros dados relacionados da OMS – Organização Mundial da Saúde, indicam que mais de 72% de todos os pacientes que tiveram o coração transplantados vivem por pelo menos cinco anos. Já outros 20% desse total chega a viver até 20 anos após o transplante.

Embora tenha se passado bastante tempo desde o primeiro transplante de coração no mundo, os riscos de rejeição e de infecções causados pelos medicamentos ainda são as duas maiores preocupações dos médicos. Os dados indicam que um a cada três pacientes que morrem dentro do primeiro ano após o transplante tem ligação com infecções causadas pelos medicamentos que controlam o sistema imunológico para que o corpo não rejeite o órgão transplantado.

Atualmente, o ranking mundial de transplantes de coração é liderado pelos Estados Unidos, que realizou um total de 3.209 transplantes em 2016. Em segundo lugar aparece a França, com um total de 490 procedimentos realizados no mesmo ano. O Brasil aparece em terceiro lugar, com um total de 357 cirurgias do tipo realizadas no ano passado.

 

BNDES prevê queda nos investimentos em infraestrutura e indústria do Brasil, por Felipe Montoro Jens

Uma pesquisa recente revelou que, nos próximos anos, o Brasil deverá sofrer quedas no investimento dos setores de infraestrutura e indústria. Mesmo levando em conta o fim da crise econômica e o plano de privatizações do governo federal, o país seguirá a tendência de desaceleração. Felipe Montoro Jens, Especialista em Projetos de Infraestrutura, reporta que, segundo o levantamento realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é estimado que os investimentos médios entre os anos de 2017 a 2020 para as áreas mencionadas serão de R$ 225,3 bilhões/ano, o que representa 7% a menos do que os investimentos realizados em 2016, que foram de R$ 243,3 bilhões.

Conforme as informações transmitidas por Felipe Montoro Jens, os investimentos citados pelo BNDES são oriundos tanto dos setores privado como público, englobando projetos em fase de planejamento ou já iniciados.

No setor de infraestrutura, de acordo com o Comitê de Análise Setorial (CAS) do BNDES, o cálculo da média referente ao período compreendido será de aproximadamente R$ 104,6 bilhões, sendo R$ 114,9 bilhões para o ano de 2017, o que representa uma queda de 8% em relação aos R$ 124,8 bilhões alcançados em 2016.

Ainda seguindo as estimativas da instituição, o montante para 2019 deverá cair para R$ 97 bilhões e em 2020 ficar próximo a R$ 100 bilhões.

Felipe Montoro Jens noticia que, das nove áreas consideradas no estudo de infraestrutura no país, o setor de energia elétrica é, provavelmente, o que mais investirá ao longo do período com um valor estimado de R$ 39,5 bilhões até 2020, sendo 31% inferior ao investido em 2016.

Carlos da Costa, economista e diretor das áreas de Crédito, Tecnologia da Informação e Planejamento e Pesquisas do BNDES, comenta que o contato entre o banco e as empresas dos setores possibilita ter uma noção aproximada de seus planos futuros, o que ajuda nas projeções das estimativas econômicas. Contudo, Costa revela que “a tendência da infraestrutura, infelizmente, é continuar em queda”, lembra Felipe Montoro Jens.

A média anual para a indústria referente ao mesmo período pesquisado pode alcançar o montante de R$ 120,6 bilhões. Felipe Montoro Jens informa que entre as 12 áreas analisadas, o ramo de petróleo e gás foi o único que apresentou uma elevação relevante nos investimentos, atingindo o montante de R$ 71,3 bilhões até o ano de 2020.

O Especialista em Projetos de Infraestrutura informa que, conforme as opiniões de economistas, estas quedas estão relacionadas às incertezas quanto ao futuro da economia nacional e aos problemas dos governos, tanto federal como estaduais. Pequenas melhoras em setores como os da indústria não têm sido capazes de devolver a confiança aos empresários. Entretanto, Carlos da Costa salienta que um planejamento amplo e estratégico pode reverter a atual situação do Brasil. Como sugestão, na visão de Costa, para que esta mudança de cenário ocorra, o BNDES deve agir como “orquestrador” usando ferramentas que agreguem e proporcionem um ambiente com uma nova ótica sobre o futuro da infraestrutura no Brasil.

 

Contrabando e comércio ilegal trás prejuízos ao país de R$ 130 bilhões por ano

Todos os anos o Brasil acaba perdendo R$ 130 bilhões com a pirataria, comércio ilegal e contrabando de produtos e também de conteúdos, de acordo com informações do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade.

A Associação de Juízes Federais do Brasil debateu em reunião os temas sobre os danos que a pirataria digital causa. Diversas entidades e associações que tem ligação com as produtoras de conteúdo e direitos autorais defenderam a aprovação de projetos que bloqueiem os sites que fazem divulgação de conteúdos pirateados.

Para a diretora de relações governamentais da Motion Picture Association Brasil, Andressa Pappas, o bloqueio é a forma mais eficaz de combater a pirataria, o que vem demonstrando que é os mecanismos mais eficiente no combate à em grande escala.

O maior problema do combate a pirataria digital é que os sites estão hospedados fora do Brasil em quase 90% dos casos, e para retirar esse conteúdo os processos podem demorar até 4 anos.

De acordo com os dados do Fórum Nacional, os sites de filmes e séries chegaram a ter 1,7 bilhão de acessos no período de dezembro de 2015 a maio de 2016, sendo esse um número oito vezes maior que os de acesso a Netflix por exemplo, um dos principais serviços de conteúdo em demanda.

Nesse período o país deixou de recolher impostos com a pirataria um valor que chega a R$ 700 milhões. Os números mostram que foram 13 mil filmes pirateados deixando de gerar 58 mil vagas de emprego na indústria de filmes com prejuízos que chegam a R$ 2 bilhões.

A Associação Brasileira das TVs informou que 100 mil empregos estão correndo risco com a pirataria, no mercado de TV por assinatura. O Brasil tem aproximadamente 4 milhões de aparelhos de tv por assinatura pirateados, segundo o consultor da associação, Antônio Salles, uma perda que chega a R$ 6 bilhões ao ano.

A pirataria é crime não uma liberdade de expressão, destaca o diretor jurídico da Associação, Marcelo Bechara. Ele destacou também em sua apresentação que a propósito não é combater o usuário e sim o crime em si e ir atrás de quem faz do crime um modo de vida.

Lei que apoia mais de 50 mil projetos no Brasil completa 26 anos

O Ministério da Cultura, para alavancar o setor cultural, anunciou a lei Rouanet mais simplificada. O dispositivo que fomenta as atividades relacionadas a cultura no Brasil, ajudou a injetar 16 bilhões de reais na economia do país, e vem apoiando desde 1991 mais de 50 mil projetos.

Na última semana de outubro as novas regras foram anunciadas para a simplificação da legislação e para facilitar o acesso a recursos, sem enfraquecer a fiscalização dos projetos.

A indústria criativa, de acordo com o ministro da Cultura, Sá Leitão, tem um potencial expressivo na economia que precisa ser aumentado, e afirma que isso gera renda e emprego e trás o desenvolvimento do país beneficiando a todos.

A lei Rouanet foi criada em 1991 pelo secretário Nacional de Cultura, na época Sérgio Paulo Rouanet, a lei nº 8.313 de 1991 estabelece que recursos federais para realizar projetos artísticos e culturais através da iniciativa privada por meio do Programa Nacional de Apoio a Cultura e sancionada pelo presidente da época, Fernando Collor de Mello.

O recolhimento de impostos é isentado as empresas que fizerem investimentos de valores em projetos relacionados a cultura. O Ministério da Cultura recebeu as propostas apresentadas e irá avaliar as ações técnicas, que se aprovada autorizará a proposta de captação de recursos junto a empresa.

O valor que a empresa designar aos projetos poderá ser declarado no Imposto de Renda para que haja dedução pela Receita Federal. Os valores ao invés de irem para o cofre da união serão destinados aos projetos indicados.

Existem também críticas desfavoráveis a lei, como o fato de que os fundos poderiam ser desviados inapropriadamente. Outra crítica também foi que o governo em vez de investir na cultura diretamente, deixou para as empresas decidirem quais os projetos que mereciam patrocínio.

Os incentivos à cultura por parte da união chegam a R$ 310 milhões, sendo R$ 30 milhões destinados a Funarte e R$ 280 milhões para a lei Rouanet, e os incentivos fiscais deixam de acionar a união em aproximadamente R$ 1 bilhão todo ano.

 

A moral humana mapeada: conheça o estudo realizado pelo neurocientista Jorge Moll

Os sentimentos nobres são alvo de pesquisas realizadas por cientistas brasileiros, cuja equipe de estudos tem em sua liderança o médico Jorge Moll Neto do Instituto D’Or. O local, que tem entre suas incumbências tarefas direcionadas à organização de levantamentos científicos e divulgações para fins de aprendizado, é um dos muitos segmentos presentes na Rede D’Or. Para que fosse possível a realização do trabalho em questão, algumas análises foram empregadas para mapear de que formas o cérebro dos indivíduos analisados se comportava em relação à concepção dos valores morais.

Ao longo de muitas décadas o modo de agir das pessoas interessou aos cientistas. Estes, por sua vez, estavam em busca de respostas acerca de quais seriam os fatores que ocasionariam os mais variados tipos de comportamento. Dentre o que os estudiosos levavam em conta para direcionar suas pesquisas, estavam influências sociais e ambientais. No estudo coordenado por Jorge Moll, entretanto, o fator preponderante foi aquele baseado nas reações físicas que poderiam estar por trás de algumas ações humanas consideradas altruístas, sem atribuir grande importância aos elementos que envolveriam o homem no seu convívio em sociedade.

A equipe de Jorge Moll constatou, dentre outras coisas, que a moral humana está muito mais ligada ao modo como o cérebro é fisicamente estruturado do que se pensava há muitos anos. Segundo o neurocientista, traços de caráter neurobiológico determinariam as causas de alguns comportamentos considerados positivos. Embora se tenha descoberto que a origem das ações altruístas é de natureza biológica, o que explicaria o fato de algumas pessoas serem moralmente melhores que outras é a maneira como cada uma atribui valor ao que é considerado bom ou não, algo que se dá também por fatores externos à mente humana.

Os valores positivos presentes na moral dos indivíduos é um dos temas estudados pelos cientistas da Rede D’or, mas outras pesquisas envolvendo emoções humanas dividem as atenções dos pesquisadores da instituição. Em um dos casos, estudos procuravam elucidar a natureza dos sentimentos afiliativos, ou seja, aqueles que causavam nas pessoas a intenção de formarem grupos sociais. Estes agrupamentos, por sua vez, são formados exclusivamente pelo desejo que os indivíduos têm de estarem próximos a quem lhes agrada, sem considerar a própria família.

Com base em recentes descobertas, Jorge Moll e sua equipe puderam concluir que um longo e lento processo de evolução do homem desencadeou a atual maneira como as pessoas elaboram biologicamente os sentimentos morais. O grupo de cientistas apurou que um mecanismo com reações bastante complexas dentro da mente humana é o responsável pelo surgimento desse tipo de emoção. Apesar da concepção dos valores morais ocorrer de modo semelhante para cada um, suas aplicações podem ser variadas e até mesmo inexistentes, já que alguns não lhes atribuem relevância.

Exames realizados com o uso de ressonância magnética tornaram possível que os cientistas conduzidos por Jorge Moll pudessem esclarecer o processo que desencadeia os sentimentos altruístas nas pessoas. Dessa forma, a equipe de estudos conseguiu medir o ritmo que as atividades cerebrais assumiam em se tratando de emoções dessa natureza.